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Parafusadeiras de 12 V · outubro de 2026

Trinta furos de bucha num sábado

Parafusadeira para uma reforma inteira: a que aguenta o dia

Equipe ComparaAntes de ferramentas · outubro de 2026

Sábado de reforma. São trinta furos de bucha para os suportes, dois armários para montar e as tomadas para trocar. Às duas da tarde, a bateria acaba. Se a recarga leva cinco horas, o resto do serviço fica para o fim de semana seguinte.

Numa reforma, a pergunta não é qual parafusadeira tem mais força. É qual delas para menos.

A conta da bateria

As cinco que comparamos são de 12 V. A diferença está em quanto a bateria guarda e em quanto tempo ela leva para encher de novo.

  • Bosch GSB 120-LI: bateria de 2,0 Ah, que o carregador da caixa enche em perto de uma hora. A mesma bateria encaixa nas outras 12 V da Bosch, então dá para comprar uma segunda e revezar.
  • WAP WF 12K4.2: bateria de 1,5 Ah, que sai da ferramenta, mas leva de 3 a 5 horas para carregar, pelo manual.
  • Vonder PFV 074: bateria de 1,3 Ah, a menor das três com impacto.

Furar parede com impacto gasta bateria bem mais rápido do que parafusar. Numa reforma, a maior parte do serviço é exatamente esse.

A nossa escolha

É a Bosch GSB 120-LI. Ela tem impacto de até 22.500 batidas por minuto, duas marchas e 30 Nm de força. Mas o motivo é a bateria: com duas, uma trabalha enquanto a outra carrega, e o dia não para. É a mais cara das cinco, e o preço sobe mais com a segunda bateria. Confira o código 06019G81E1: é o kit com uma bateria, e há kits com outra quantidade por outro preço.

A segunda opção é a WAP WF 12K4.2. Tem a mesma força no papel, impacto e duas marchas, por bem menos. Serve para reforma de um cômodo, se o dia for montado em volta da bateria.

A Vonder PFV 074 fica no meio do caminho. O kit com 5 brocas de alvenaria ajuda quem começa do zero, mas a bateria é a menor e a Vonder não publica a força máxima.

Como montar o dia em volta da bateria

Uma reforma de fim de semana se planeja pela bateria: você sabe quando ela acaba e arruma o serviço antes disso.

Na véspera. Carregue todas as baterias que tiver. Na WF, isso quer dizer a noite inteira na tomada. Separe as brocas de parede, que não vêm na caixa da WAP nem da Bosch.

De manhã, os furos. Furar parede é o serviço que mais gasta bateria. Faça todos os furos de bucha com a bateria cheia, um cômodo de cada vez, antes de abrir a primeira caixa de armário.

Depois do almoço, os parafusos. Montar armário e apertar suporte gasta bem menos. Com a Bosch e duas baterias, uma fica no carregador enquanto a outra trabalha, e o revezamento dura o dia. Com a WF e uma bateria só, é nessa hora que ela costuma acabar. Deixe para o fim o que pode ficar para o dia seguinte.

Entre um e outro, o carregador perto. Deixe o carregador numa tomada longe do pó e da obra. Voltar até ele a cada troca é o que mantém o revezamento.

Com uma ferramenta de recarga longa, a reforma inteira cabe em mais dias. Com uma de recarga curta e duas baterias, cabe em menos. Essa é a diferença que você paga.

O limite que nenhuma delas passa

Viga, pilar e laje de concreto não são serviço de parafusadeira de 12 V, nem com impacto. A WAP fala em até 12 mm em concreto, e isso é teto, não rotina. Para furo em concreto duro, a ferramenta certa é o martelete.

E a segurança cresce junto com o serviço:

  • óculos sempre, e máscara contra pó quando furar parede ou teto;
  • antes de furar perto de tomada ou interruptor, desligue o disjuntor daquele circuito;
  • segure a ferramenta com firmeza em broca grossa. Quando a broca trava, quem gira é a máquina na sua mão;
  • máquina quente pede pausa. Forçar estraga o motor e a bateria.

Quem deve pular esta página

Quem monta um móvel por ano. Para esse serviço, a Bosch é máquina demais, e a página do serviço por mês resolve melhor.

A escolha é sua. Para nós, numa reforma, quem manda é a bateria.